renan salles carneiro

Um grande nada

Às vezes, eu admito, respondo a algumas perguntas esperando o choque como reação. Acontece quando, por exemplo, sou perguntado sobre o que eu enxergo do mundo, pois respondo que o que eu enxergo é um grande nada. Na verdade, eu enxergo que simplesmente está tudo aqui, no universo, ainda que sem qualquer sentido ou importância. O universo, resumindo, é indiferente à nós, e nós gritamos, mas nada ecoa, nada responde, nada grita de volta para a nossa ínfima presença. Nele não há o melhor, o belo, a poesia ou a música, apenas o silêncio. Um calmo silêncio, desprovido de qualquer preconceito, qualquer injustiça e qualquer barulho. E aqui estamos, num pálido ponto azul, perdidos no espaço e no tempo, macacos agora calçados e desesperados por causa da nossa evidente e irrelevante morte que, para nós, não é tão irrelevante assim. A vida, afinal, nos é tudo, e a vida seria um erro sem a música. Por isso criamos a música, os valores, um propósito, deuses e as palavras. Nós criamos a música, porém também fazemos barulho. Nós criamos um alfabeto cheio de ódio e de amor, cheio de conceitos e definições e de verdades onde não existem, e a vida, assim, se esvai do mundo por causa do próprio mundo que criamos. Por isso precisamos logo reconhecer nosso lugar no universo, precisamos de palavras que, mais do que nunca, nos choquem. Precisamos reconhecer que o universo não é uma mísera criação de um deus e que a vida não é um presente, mas uma oportunidade única, excepcional.

Razão e fé

Dê-me, por favor, uma prova de amor. Porque a razão é concreta, e o amor, poesia abstrata. O amor é o valor que na verdade não existe, ou que existe, mas apenas em nós para nos enlouquecer, e a razão é o mundo que já não me satisfaz. O amor não devia, mas é um ato de fé. Dê-me então uma prova de amor, porque no amor não se confia. Porque o amor é o desejo, é o beijo, é o sexo, e a razão é a camisinha. Dê-me uma prova de amor porque a razão sozinha não compensa, ainda que o amor não meça consequências. Porque a razão é o caos, e o amor, uma aparente ordem. O corpo brinca, dança, é implicante, é teimoso, é irresistível e engana, como o amor, e a razão é apenas irresistível, mas porque funciona. O amor, no entanto, nem sempre funciona. Por isso dê-me uma prova de amor, porque o amor sozinho não trará sentido, mas dê-me amor também, porque, sem amor, todo o resto que não for o mundo entendível também não fará sentido.

Um texto que escrevi para a aula de filosofia.

Eu, tu, ele, nós

Ontem, discutindo sobre os pensamentos de alguns ícones da filosofia, concluí que, ainda que eu comece a concordar com algum deles, em algum ponto, eu começo a discordar ligeiramente do que vem adiante. E este ponto geralmente é quando o mesmo apresenta sua teoria, sua ideia — por isso, em algumas ocasiões, evito compartilhar minhas ideias (o que mais a frente não será o caso) e passo a apenas desconstruir outras. Talvez isso aconteça porque a maioria das ideias são sobre verdades abstratas, como valores morais, o melhor sistema para isso ou aquilo, etc., que são ideias nas quais não acredito, embora já tenha acreditado e, inclusive, escrito sobre. Um dos questionamentos era sobre quem somos, e eu tentava responder seguindo por uma premissa de que existiam um Quem e um O Que somos, o que posteriormente se mostrou ser uma ideia infantil, muito pessoal, que não condizia com a realidade, exatamente por se tratar de uma verdade abstrata, muito pessoal, que está diferentemente na cabeça de cada um. No entanto, ainda sobre quem somos, um questionamento proveniente de outra discussão e que me pareceu válido (talvez aqui você comece a discordar de mim, pois é quando apresento minha ideia) presumia que, embora sejamos estáticos, nós não somos os mesmos a todo instante (não porque mudamos com o tempo, pois, afinal, acredito que não mudamos; mas porque agimos diferente com pessoas diferentes): talvez com aqueles que nos aceitam tal como nos veem, somos o mais próximo do que naturalmente seríamos; somos também aquele que queremos ser; e somos aquele que queremos que pensem que somos. Porém, hoje, essa reflexão também me vem carecendo de sustento, e eu, passo a passo, discussão após discussão, noto que venho desconstruindo qualquer ideia a minha frente, seja ela minha ou não. Assim, ideia após ideia, penso que verdades abstratas, e até mesmo muito da filosofia que conheço, são uma tremenda perda de tempo, e me preocupo cada vez mais com as verdades concretas, que, mesmo se não acreditamos nelas, elas não deixam de existir: um lápis, na Terra, sempre cairá em direção à Terra.

A vida seria um erro sem música, e, se não fosse pelas mulheres, eu já não seria mais humano.

Às vezes sinto que a ciência me faz menos e menos humano, e a morte, pessoalmente, agora me é um mal necessário. Porque as pessoas não mudam, e a morte, portanto, é necessária para que o mundo mude e assim talvez evolua. Pois assim as atuais gerações morrerão, inclusive eu morrerei, e as novas virão, indiferentes, sem preconceitos, sem mais dogmas, e transformarão o que conhecemos, trarão algo novo, um novo discurso, novas tecnologias, novas ideias, novas conclusões, num ciclo majestoso que resume a ciência: a razão inerente e irresistível a nós que, quando livre, também nos liberta. A ciência me trás uma beleza que, se sem a ciência, quando mais velho, eu não enxergaria; e me conforta já em meu leito de morte, que se aproxima a cada segundo, a cada fração imensurável do relativo tempo. A ciência desperta em mim uma curiosidade que há muito eu já não possuía. Por isso, na ciência é onde deposito toda a fé que um dia já possuí, é onde está minha esperança de um mundo que se transforma do dia para noite, num fechar e abrir de pálpebras, numa parada cardíaca de cada um de nós.

Afinal, se não fosse pelas mulheres, eu já não seria mais humano, e eu espero que todos nós estejamos mortos um dia.

“Ver a linha do horizonte me distrai”

Se um dia eu disser que a distância não nos abala, saiba, é mentira. Se eu disser que nós somos mais fortes do que ela, saiba que é mentira também. É mentira porque você estar distante me abala. Porque o mar está transbordando de água, águas salgadas de uma pessoa amarga que sou, e eu tento fechar os olhos, como na foto, e, com isso, tento voltar àquele dia. O dia de uma foto tirada dias antes de eu partir… Porque aqui as coisas estão sendo engolidas pelo mar, e eu estou cada vez mais longe, carregado pela correnteza. Estou longe até mesmo de mim, mas, agora, não tenho aonde ir. Não tenho seu carinho. Não tenho seu toque, toda a força e ternura do seu toque, que me puxa de volta e me desafoga, não me deixa morrer. Acho que, em meio a algumas distrações, tenho apenas preocupações, quanto a você também. Tenho medo das pessoas a minha volta e a sua volta… Acho que estamos… estamos em ilhas? Estamos cada um em uma ilha, separados por um grande mar, um mar de pessoas que vêm e vão.

“Nas ondas do seu cabelo
Deixo-me velejar
Perdido fora de meu continente
Perdido, sem rumo para navegar

Por seus olhos
Levo-me a me encantar
Perdido fora de minha mente
Perdido, sem ponto para focar

A delicadeza da sua pele
Dá-me algo para admirar
Perdido fora do meu corpo
Perdido, sem pulmão para respirar

Sua beleza incontestável
Torna-me um anônimo a te esperar
Perdido na literatura
Perdido, num lugar para me expressar”

Mas saiba também que, quando vejo o mar, ainda consigo pensar que seus cabelos se parecem com as ondas, seu cabelo loiro reluzido pelo sol… e sua pele, fofa e branca como a areia da praia, tão fofa e tão branca… Às vezes, por você, acho que até poderia gostar da praia, mas, você não sabe, meu caso com a distância ironicamente consegue ir mais longe, muito mais longe…

Yaap!

“Fugido de terras onde o vento apenas venta em uma direção, sou apenas um sábio que não herdou ouro algum, ou títulos, ou valores, tradição. Não acredito nos novos deuses nem nos antigos. E não fui abençoado pelos mesmos, não possuo habilidades ou poderes também. Tenho apenas a mim. E foi em um grande campo aberto que a encontrei… Ela, uma anã que carregava consigo um machado de dupla face: numa delas, a rebeldia dos pequenos, e na outra, sua doçura… Mas não só: além de uma guerreira, era uma sábia. Alguém que vinha de terras onde os ventos às vezes são gélidos. E eu soube, tinha de encontra-la, segui-la. Pois que lancei-me em pergaminhos, forjei meu escudo e minha espada, e, após dezesseis outonos, tive a primeira primavera de meu nome. Soltei um ‘Yaap!’, um grito bárbaro à uma bárbara, e ela provavelmente riu. Com isso eu não estava mais perdido, tinha um rosa comigo. E com ela tracei trilhas, cantei canções. Enfrentei inimigos e enfrentei amigos, e matei reis, saqueei dos ricos, e matei bandidos. Fiz história, a minha, mas não deixei legado. Vivi plebeu e, no fim, não morri nobre, mas morri amado.”

… por mim, a minha história seria essa… a mais bela.

Bandeiras brancas não dão fim às guerras

As pessoas, sim, devem ser respeitadas, não as ideias. As ideias devem, se estúpidas, ser tratadas como estúpidas. Assim, se uma ideia for estúpida, como o racismo, mostre-a estúpida e trate-a como estúpida; se uma ideia for humilhante, como a que sustenta o bullying, mostre-a humilhante e humilhe-a; e se uma ideia for abominável, como a religião, mostre-a abominável e abomine-a. Trate a mentira com a verdade, e a guerra, com a guerra, a verdade. Discuta. Trate as pessoas bem, não as chame de estúpidas, ou as humilhe, ou as abomine, e as ideias, trate como devem ser tratadas. Não mate, se não quiser ser morto. Não desrespeite, se quiser ser respeitado, e eu não quero que as minhas ideias sejam. Respeite-me, apenas como pessoa, como indivíduo em uma sociedade, a mesma que a sua. Respeite-me como um ser humano qualquer, que possui desejos a mesmo nível que você. E desrespeite minhas ideias. Desrespeite minhas ideias e discutiremos, e, depois, se sensatos, compartilharemos da mesma conta em um bar.

Minha Fê é tudo

Sim, minha menina, o mundo é injusto, e nós dois bem sabemos disso. Afinal, nós, que não somos separados por absolutamente nada, estamos a quilômetros um do outro. É angustiante. Somos dois exilados, cada um do seu próprio sono, e agora, já desgastados, estamos também nus diante das expectativas que recentemente nos vêm sendo confessadas. Sempre um apelo de outros para o que é inerente a nós, que não é culpa, e sim bondade. Somos as vítimas, e não os culpados. Somos bons demais. Por isso, continuamos em frente, a passos curtos neste mundo feito para gigantes. Temos calma, esperamos. Mantemos certa fé; eu em você, e você em mim. Pois, por mais que o mundo seja injusto, nós somos honestos um com o outro, e é o que importa, minha fé, meu anjo.

I need an easy friend with an ear to lend

“Bem, esta é a Fernanda”, assim, naturalmente, eu começaria a contar de você para alguém. Porque há dias eu gostaria de me sentar com alguém ao meu alcance e contar de você para ela. Eu gostaria de um amigo, apenas um pobre ouvido que não é o seu, e continuaria: “É a miúda que mora muito longe de mim.” Depois, faria silêncio, ainda que esse me machuque também. Afinal, há muito já não vivo mais por mim, mas pelos poucos outros e por você, menina. Por isso, em alguns dias eu gostaria de fazê-la ainda mais presente na minha vida. Gostaria de contar sobre você para alguém e, sobretudo, comentar seus livros, filmes, músicas e seus próprios textos, suas alegrias e dores; o que seria o ideal. Desse jeito, daria um pouco de mim para você colocar em sua vida. Pois minhas intenções também são a fim de estar mais presente na sua. Porém, no fim, me sufoco em um silêncio já abafado. Resguardo o meu medo de errar com você e, portanto, acabo por exaltar tamanha indiferença que, na verdade, não existe, até que eu não exista mais.

Mais uma carta de suicídio

Simplesmente estou aqui e é preciso que eu abra a porta. Abro de novo. “Não, não aqui.” Assim, estou há dias caminhando entre cômodos que deviam ser diferentes, e minhas pernas enfim doem. Por isso, decido ficar. Porém todos a minha volta parecem estranhos; ou melhor, eu que sou o estrangeiro e não me entendo com o idioma local. Logo não ouso falar. Ainda assim, alguns falam comigo. “Sou bem vindo?”, penso, e então me levanto e corro. “Não, todos falam demais.” Corro mais. Abro a porta em frente e entro. Agora não é o mesmo lugar, e noto que, a cada cômodo que adentro, a distância entre os móveis diminui. Sinto que tudo e todos têm me apertado. Sou magro e fujo, escorrego entre todos eles. “Agora estou livre”, mas não me sinto livre. “Terei que voltar…” No fim, não tenho escolhas. Penso que o que posso fazer é correr para aquela mesma porta. “Não há outro jeito.” Será sempre a mesma porta, sempre as mesmas pessoas, e com isso penso em Agatha. “Agatha; do grego, bondosa”, penso de novo. “Ela é legal comigo, e acho que sequer sei escrever o seu nome.” E fico esperando que haja outra dela atrás de qualquer outra porta. Então abro a porta, abro os olhos e é aquela mesma sala. “Não consigo escapar, afinal, o mundo será sempre o mesmo em qualquer lugar do mundo.” E quando vejo, ela está lá, em meio a todos aqueles mesmos ignorantes. De repente, “e ela está lá” ecoa na minha cabeça e penso em Fernanda: “As pessoas, no entanto, não… independente do lugar, do mundo, pessoas são insubstituíveis, elas mudam tudo isso.” Fico então parado no vão da porta, esperando algo acontecer. “Queria eu ser insubstituível”, penso, mas, de todos os meus túmulos, minha maior tristeza foi, como homem, enfim me reconhecer como um ignorante, como todos esses. No fim, tornei-me um acomodado em ideias que não são minhas, e minhas palavras limitaram-se a ensaios mal ensaiados. Tornei-me um tolo, desinformado e irresponsável: um ignorante. E enfim você notou que não sou dotado por grandes obras, mas por diálogos dos quais me arrependo: não sou nada grandioso. Sou, na verdade, parado agora no vão da janela, simplesmente esperando o mundo acontecer e mudar… sou apenas um garoto óbvio.

14 de fevereiro

É estranho como, a cada ano, encaro o meu aniversário de uma forma diferente. No último, por exemplo, recebi com simpatia todos aqueles “parabéns” e até respondi a alguns, e neste eu olho para tudo e para todos vocês e percebo o quanto nós somos limitados. Afinal, não conseguimos mensurar nada muitíssimo pequeno ou demasiadamente grande, como o Universo. Estamos cegos no espaço e tempo. Pois criamos, cada um, um mundo inteiramente nosso e estávamos novamente perdidos. Logo envelhecemos, incapazes de entender a qualquer um ou a nós mesmos. Ganhamos barba e com isso nossos primeiros ares de um homem sábio, mas que a completa falta de experiência ainda não nos permite ser. Ao passo que assistimos à uma sociedade que se torna cada vez mais burra, com muito mais apelo para o que é hedonista, e não à curiosidade que uma pergunta desperta. E percebemos que nenhum de nossos pensamentos, ideias e heróicos sonhos são realmente nossos; e tão pouco um parabéns, tão natural a todos, comum e ínfimo, de tal forma que não consigo enxergar seu valor.

Palavras são feias se em vão.

Esta casa, na qual estou enfurnado há dias, é a menor das minhas prisões. Em verdade, eu estou preso no meu próprio entendimento, dentro de mim, das minhas ideias e compreensão. E aqui eu falo como um apaixonado, com entusiasmo, repetidas vezes, mas estou insatisfeito. Estamos todos presos neste mundo apático. É patético. É triste e isso me aborrece. Pois eu sou um fracasso em declarar o que penso e impotente ao demonstrar o que sinto. Por isso, palavras parecem-me insuficientes, e elas são feias se em vão.

Ps.: Ainda amo você, mãe.

Por que um “por favor” é preferível a um “por mim” não pronunciado? Sabe, se não for por mim, então prefiro que não façam, pois eu não os obrigo a nada. Ao contrário de vocês que obrigam-me a dizer “obrigado”, eu quero gratidão e não palavras. Por isso não venho aqui dizer “faça o que eu digo e não faça o que eu faço”, eu não! Mas também não me calarei. Afinal, não aprendi a ser cauteloso, não enterrei minha liberdade na segurança do leito lá de casa. Onde vocês fincaram suas leis e exigem respeito como se fossem reis, e então se decepcionaram. No entanto, não são vocês que deviam estar assim, chamando-me de ingrato e folgado, porque pais também podem ser bastardos.

Mas, ah, ainda amo você, mãe.

Apenas sou eu que estou decepcionado.

“Meu suspiro” De outro lugar longe de você, 22 de Janeiro de 2013

Querida Fernanda,

Em algumas outras palavras mais bonitas, disseram-me que o amor é o que chega assim, de repente, sem maus olhares. Porque o amor é como oxigênio que alivia a dor da sua própria ausência. É o que nos enche o peito e, no entanto, é o que depois nos sufoca. É o oxigênio que aos poucos nos enferruja, mas é o que nos mantém vivos. Também o que de vez em quando nos surpreende e assim nos mantém vivendo. É o necessário ao corpo e à mente, mas que às vezes decide ficar preso na garganta. Pois o amor não é o que esperamos, ele é exatamente o que fazemos dele. Mas o que fazemos com o que fizeram dele é ainda mais importante: respirar. E amar é respirar, gritar, tossir, tudo aquilo que nos desengasgue. Então, se eu pudesse, diria: “minha clara de ovo batida com açúcar que desmancha na boca, eu respiro você.”

Do seu não fumante,
Renan.

“Bem a quero, minha amada” De outro lugar longe de você, 16 de Janeiro de 2013

Querida Fernanda,

Têm sido curtos demais os meus passos para confessar-lhe algo, minha pequena rosa branca de pétalas desbotadas. Afinal, arrancaram-lhe as outras pétalas e fizeram-na única. Singular àquelas cor de rosa. Fizeram-na amável também. E eu passei a ama-la, minha anjo desasado. Pois sua palidez faz-se divina e seus comuns pecados fazem-na humana. Uma garota a quem amar da forma que é, minha querida. E eu a quero bem, entre tantos mal me quer deste lugar. Em que as sementes não semeiam mais ideias, mas onde a chuva ainda mantém um pouco da vida. E enquanto o tempo não nos enxuga toda ela, chamo-a por minha… ainda não sendo.

Bem a quero,
Renan.